A prefeitura de Toronto está tomando medidas para diminuir a produção de lixo na cidade. A principal razão para essa ação está sendo a falta de espaço. Brevemente o aterro de Michigan, nos Estados Unidos, não receberá mais o lixo da cidade de Toronto, enquanto o de London (a uma hora daqui), também se tornará inviável se a população de Toronto continuar produzindo essa quantidade de lixo atual.
O resultado disso é o novo sistema de separação de lixo que ainda está sendo aprimorado. Além de novos recipientes para lixo reciclável (blue bin) e lixo comum (black bins), uma nova taxa será aplicada em separado, destinada só para esse programa. Caso o cidadão não se conscientizar e separar corretamente o seu lixo, depois de um aviso formal, este poderá receber uma multa de US$105,00 pelo descaso.
Está entrando em vigor em Toronto um novo tipo de taxa de lixo para residências. A iniciativa faz parte do programa Target 70, que visa diminuir em 70% a quantidade de lixo despejada em aterros sanitários até 2010. Um sistema automatizado está sendo implementado para ajudar a alcançar o objetivo.
A medida já está valendo, desde julho deste ano para prédios e condomÃnios, e desde 1º de novembro para casas e prédios considerados de pequeno porte (com menos de 8 unidades). Assim como ocorre com os recipientes de lixo reciclável (blue bins), os containers para o lixo serão recolhidos por caminhões automatizados, por isso a mudança também no formato. Além disso, daqui para frente a taxa de lixo será cobrada em uma nova conta, baseada em volume de lixo produzido, de acordo com o tamanho do recipiente solicitado.
Mudanças
Antes, a taxa de manutenção de lixo estava incluÃda nos impostos de propriedade, e custava em torno de $ 209,00. Agora, esse valor vai ser abatido na nova conta para cobrir despesas com todos os tipos de lixo, gerenciamento de aterros e de lixo jogado em locais públicos. Existem 4 tamanhos de recipientes: pequeno (equivalente a 1 saco de lixo), médio (1 saco e meio), grande (3 sacos) e extra grande (4 sacos e meio). Se você solicitou um recipiente de porte médio, a taxa anual será de $ 248,00, menos os $ 209, 00 já cobrados no imposto de propriedade. Portanto, a sua nova taxa de lixo será de $ 39,00. (veja o quadro de taxas para cada tamanho)
Isso não significa que não será permitido que, caso a famÃlia produza mais lixo em alguma semana, que este não será recolhido. Para isso, cada residência tem direito a 5 adesivos gratuitos, com datas de validade, para serem aderido aos sacos de lixo excedentes. Contudo, caso os adesivos terminem antes do tempo, é necessário comprá-las, ao custo de $ 3.90 por unidade.
Falta espaço
A razão para tais mudanças é que Toronto precisa produzir menos lixo e separá-los corretamente de forma mais eficaz, porque em pouco tempo não teremos mais lugar para ele. A maior parte dos resÃduos da cidade são levados para um aterro em Michigan, nos Estados Unidos. Dentro de dois anos, porém, a fronteira será fechada para essa finalidade, deixando a prefeitura com menos opções. O Green Lane, localizado em London, comporta lixo somente até 2034. E isso se a produção de lixo for reduzida. Por isso, a medida pretende incentivar que os torontonianos procurem alternativas de finalidade do lixo produzido, nem que seja pelo bolso.
A justificativa é baseada em estudos da própria prefeitura, que indicam que, se separados corretamente entre reciclável, orgânico e lixo comum, é possÃvel baixar em até 70% o despejo em aterros. Além disso, o depósito em ?lixões? é altamente prejudicial ao meio-ambiente, pois pode levar à contaminação de lençóis freáticos, rios e lagos, pelo escoamento do chorume e outras substâncias tóxicas provenientes da degradação do lixo.
Conscientização
Gostando ou não das mudanças, um fato é inegável: precisamos usar meios para reaproveitar o lixo produzido e despejar apenas aquilo que é realmente inútil. Para tanto, é importante conhecer os tipos de lixo doméstico e o que podemos fazer com eles.
O tipo orgânico, deteriorável, ou ainda, biodegradável é composto pelos restos de carne, vegetais, frutas, restos de folhas e grama, e é importante que seja separado, pois pode fazer parte de um sistema de valorização de resÃduos.
É considerado lixo reciclável, ou material reciclável, tudo que depois de usado pode ser reutilizado para fabricação de novos produtos, como vidro, plástico, papel, papelão, ferro, aço e alumÃnio. Estes são considerados materiais não-degradáveis, pois demoram muito tempo para de decompor.
E existe ainda aquele tipo de lixo, como fraldas, papéis engordurados ou higiênicos, que realmente acabam parando em aterros. Mas, para amenizar esse problema, podemos tomar medidas, mudar hábitos, para que apenas o tipo de lixo que não tem outra solução que não o depósito, seja produzido. E, se possÃvel, em menos quantidade.
DesperdÃcios
Em Toronto, uma famÃlia média chega a produzir 275 kilos de lixo formado apenas de alimentos jogados fora. O programa de compostagem da cidade consegue cuidar de 75% desse volume, mas o resto, que chega a 32.000 toneladas de restos de comida, são levados para o aterro de Michigan. Cerca de 25% de alimentos jogados fora vão parar na lata de lixo comum, ao invés de serem depositadas nos recipientes verdes (green bins), de acordo com dados da própria prefeitura.
O mais alarmante é que mais ou menos um terço disso é de alimentos que não foram consumidos, muitas vezes não foram nem mesmo retirados de sua embalagem. Existem tipos de lixo provinientes de alimentos que são inevitáveis, como, por exemplo, ossos ou sobras de refeições. Porém, produzir menos lixo significa também reaproveitar alimentos de forma criativa. Folhas de muitas hortaliças (como as da cenoura e da beterraba), talos, cascas e sementes, que jogadas na lata do lixo, são ricas fontes de fibra e de vitaminas e minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo e podem ser usadas em diferentes receitas.
Compostagem
Reaproveitar tudo que se pode e procurar comprar o que é consumido na medida certa são ótimas opções para reduzir a produção de lixo. E uma das alternativas para isso pode ser a compostagem. Trata-se de um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, restos de carne, frutas e vegetais, em um material semelhante ao solo, a que se chama composto, e que pode ser utilizado como adubo.
Muitas pessoas acreditam que é difÃcil ou é necessário um grande espaço para se fazer compostagem, ou ainda que é sujo e atrai animais indesejáveis. Se for bem feito, nada disso acontece. Um composto pode ser produzido com pouco esforço e baixos custos, em um pequeno quintal ou varanda. As composteiras que são normalmente construÃdas em locais pequenos têm proteção de tijolos. Neste local é colocado o material orgânico e folhas secas, por cima do monte, para evitar o cheiro ruim.
O quÃmico francês Antoine Lavoisier, lançou uma frase que se tornaria célebre, ao explicar sua teoria de conservação da matéria, ?Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma?. E é esse conceito que deve resignar no cidadão que pretende pagar menos, mas, acima de tudo, produzir menos lixo e preservar o meio-ambiente no qual vive.
Materiais para fazer o composto:
- Esterco de animais
- Qualquer tipo de plantas, ervas, cascas, folhas verdes e secas
- Palhas
- Todas as sobras de cozinha que sejam de origem animal ou vegetal: sobras de comida, cascas de ovo entre outras.
- Qualquer substância que seja parte de animal ou de plantas: pelos, lãs, couros, algas.
:: DICA: Quanto mais variados e picados (fragmentados) os componentes usados, melhor será a qualidade do composto e mais rápido será o término do processo de compostagem.
Para escolher o local, deve-se considerar a facilidade de acesso, a disponibilidade de água para molhar as pilhas e o solo deve possuir boa drenagem.
Monte pilhas em locais sombreados e protegidos de ventos intensos, para evitar ressecamento.
Inicie a construção da pilha colocando uma camada de material vegetal seco de aproximadamente 15 a 20 cm, com folhas, palhadas, troncos, ou galhos e picados, para que absorva o excesso de água e permita a circulação de ar.
Terminada a primeira camada, deve-se regá-la com água, evitando encharcamento e, a cada camada montada, deve-se umedecê-la para uma distribuição mais uniforme da água por toda a pilha.
Na segunda camada, deve-se colocar restos de verduras, grama e esterco. Se o esterco for de boi, pode-se colocar 5 cm. Se for de galinha, mais concentrado em nitrogênio, um pouco menos.
Vale lembrar que durante a compostagem existe uma sequência de ações dos micro-organismos que decompõem a matéria orgânica, até surgir o produto final, o húmus maduro. O processo acontece em etapas, nas quais fungos, bactérias, protozoários, minhocas, besouros, lacraias, formigas e aranhas decompõem as fibras vegetais e tornam os nutrientes presentes na matéria orgânica disponÃveis para as plantas.
Por: Brasil News


Nossa, um site inteiro sobre o Canadá! Adorei, vou voltar mais.
Deviam fazer essa polÃtica do lixo no Brasil! Meu vizinho não quer nem saber do dele…